Vida Moderna

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Carol

Vida Moderna

Chovia. E muito!
Eu havia saído de casa para uma consulta médica por conta de uma gripe, normalíssima nesses dias de inverno tão gelados. Estava cansada, com dores por conta da doença, louca pra voltar pra minha cama quentinha.
Parei em frente ao meu prédio, feliz por estar seca apesar do dilúvio que caía, e,como é o habitual, apertei o botão do controle remoto que abre o portão eletrônico do prédio. Não abriu.
Apertei mais uma e outra vez. Pelo menos uma dezena de vezes. Nada.
Aproximei o carro do portão porque o “sinal” poderia estar fraco. Sei lá de onde tirei essa teoria, mas enfim, normalmente funciona. Não abriu.
Desliguei o som do carro porque nos meus delírios, música deve alterar a freqüência do portão. Nem assim.
Bati o controle na mão. No colo. No volante. Buzinei sem querer por conta disso e nada.
Abri o vidro do carro, apontei o controle para o portão, apertei e o portão continuava inerte. Nessa manobra molhei meu braço e o carro e já estava começando a ficar nervosinha.
Bati o controle mais algumas vezes e nenhum sinal do portão se mexer.
Desliguei o carro porque talvez o motor ligado interferisse no processo. Não foi por isso, foi porque eu estava cansada de ficar pisando no freio (por que será que pisar no acelerador não cansa?).
Com todo o meu conhecimento em eletrônica avançada, pensei em abrir o controle porque deveria estar com mau contato. Como se eu soubesse como fazer um  “bom” contato… Mas não custava tentar.
Procurei algo pontiagudo no carro para abrir o encaixe do controle, já que jamais usaria as minhas unhas em algo tão perigoso. Não encontrei nada que servisse. Procurei na bolsa e encontrei uma caneta. No melhor estilo MacGiver, improvisei. Depois de me rabiscar em ambas as mãos (como será que eu consegui isso se a caneta esteve o tempo todo na minha mão direita??), quase quebrar a ponta da caneta, finalmente consegui abrir o dito controle.
O problema definitivamente não era devido à pilha, porque eu havia trocado todas as pilhas de todos os controles da minha vida na semana anterior. Encontrei uma sujeirinha, tipo um fiapinho de roupas  em cima da plaquinha do controle. Tirei, soprei, reencaixei a pilhe, testei a luzinha pra ver se funcionava e quase prendi a pele do dedo pra encaixar as partes do controle de novo.
Claro que nessa hora eu á estava xingando, blasfemando, bufando, e nem me lembrava mais que estava gripada. Mesmo assim, nada da porcaria do controle abrir a droga do portão.
Inspirei, expirei, abstraí e desisti.  Estacionei o carro em frente ao prédio, desci munida do guarda-chuva, me molhei muito e já estava preocupada em como faria pra consertar o tal controle já que o meu prédio não tem nem síndico e nem porteiro (sim, é o paraíso!). Entrei em casa e descobri que o problema era só que estava faltando energia elétrica…
Humpf!

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Hello world.
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